O técnico Dorival Júnior disse ter visto um "enredo conhecido" na derrota do Corinthianspor 2 a 1 para o Bahia nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro
— É um enredo que já conhecemos. No ano passado tivemos jogos atuando dessa maneira, criando inúmeras oportunidades, não finalizando a partida e em erros pontuais tomamos gols que nos tiraram a possibilidade de ir melhor no campeonato anterior. Espero que isso não aconteça neste ano — declarou o treinador corintiano em entrevista coletiva.
Ele ainda lembrou que, em razão da disputa da final da Copa do Brasil em 21 de dezembro do ano passado, o elenco teve pouco tempo de descanso e de preparação neste início de temporada.
— Tivemos 15 dias a menos do que todos, não tivemos uma pré-temporada adequada e temos que revezar todo o elenco. Hoje, minhas alterações não foram técnicas ou táticas, foram para preservar o máximo possível para termos um time competitivo no domingo.
O Corinthians começou a partida com força máxima e abriu o placar com Breno Bidon em uma infiltração em uma jogada trabalhada com a participação de Memphis Depay e Rodrigo Garro. Ainda no primeiro tempo, em que o Timão criou muitas oportunidades, Jean Lucas acertou um lindo chute para empatar e Willian José converteu o pênalti cometido por Hugo Souza.
— Volume foi tudo o que tivemos no ano anterior. Tivemos troca de passe, posse de bola e nos faltava matar os jogos. Não podemos ter isso nesse ano, temos que ter uma atenção ainda maior. Não podemos que isso aconteça, assim como foi no ano passado, nos tirando uma chance de termos uma colocação melhor. Hoje, foi assim. Também foi assim contra o Bahia no ano passado, praticamente igual, o mesmo roteiro do ano passado.
No domingo, o Corinthians encara o Flamengo, em Brasília, pela Supercopa Rei. O embate reúne os campeões da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro da temporada passada e vale como título nacional. Além da taça, o vencedor receberá premiação em dinheiro paga pela CBF, que ainda não divulgou o valor.
— Não tivemos tempo de preparação, temos que ter todo o cuidado possível. Dentro de todos os jogos que fizemos, nós nos preocupamos muito com tudo isso. Nenhum dos jogadores jogou três partidas seguidas, vamos tentar colocar o que temos de melhor em campo no domingo. Estamos nos preparando para termos os jogadores descansados para um jogo de grande importância.
Confira outras respostas de Dorival Júnior na entrevista coletiva:
Reclamação de Hugo Souza sobre o gramado:
— Temos um gramado que favorece. Temos que pensar e nos preocupar é que tivemos 102 minutos de partida e 52 minutos de bola rolando. Só quero que a gente melhore o tempo de bola rolando, isso que temos que nos preocupar. Nos atentarmos e fazer alguma coisa para melhorar esse item que é fundamental para o desenvolvimento do jogo.
Estreia de Memphis na temporada:
— É a primeira partida depois de um tempo, praticamente um mês sem uma partida realizada. Hoje foi a primeira oportunidade que ele teve, dentro de uma reação natural, tudo ocorreu dentro de uma normalidade.
Trio com Garro, Yuri Alberto e Memphis:
— Oscilação principal aconteceu na final da Copa do Brasil. Os três estavam juntos, não iniciaram, mas fizeram com que a equipe tivesse sucesso. O Garro está voltando, acelerou um processo, está com uma dinâmica diferente. Não tenho dúvidas de que o Garro poderá voltar a ser aquele jogador de 2024, é um jogador de muito bom nível. O Yuri está readquirindo sua melhor condição, e o Memphis voltou depois de quase 40 dias. É ter tranquilidade. Quem sabe, no jogo mais importante desse mês, podemos ter os três juntos cumprindo aquilo que esperamos.
Quanto o jogo contra o Flamengo condiciona o resto da temporada:
— Não tinha outro caminho. Um time que não faz uma pré-temporada, não tem um período de descanso, carecíamos de algumas alterações. Estão chegando três ou quatro atletas, tudo isso é um trabalho que está sendo elaborado e leva tempo. Para mim, a vitória ou a derrota no fim de semana não muda em nada nossa preparação. Temos que ter um planejamento e vamos segui-lo. A equipe, num todo, precisa estar em condições de suportar a s condições que teremos na temporada. Precisamos regularizar o nosso grupo para desenvolvermos dentro das competições.
Mais reforços das categorias de base:
— O que tínhamos programado já estão trabalhando com a gente. Não vejo neste momento uma situação que possa modificar esse momento. Pode ser que um atleta diferente apareça, mas não vejo essa possibilidade. Precisamos incorporar alguns jogadores, perdemos seis ou sete e para quem carecia de algumas peças, ficamos ainda mais expostos.
Meio-campo ideal:
— Volantes na nossa equipe são o Raniele e o Charles, os demais não. São jogadores de muito mais troca de passe, não tenho receio de colocá-los juntos porque não temos problema. Todos acharam que era um absurdo, mas tivemos o domínio da partida. Quando você tem meias que sabem trabalhar a bola, eles vão encontrar caminhos para jogar. Você marca por compactação, se você está bem posicionado, não dá espaços para o adversário. Nós somos uma das equipes que melhor recupera bolas do adversário. O Bahia aproveitou muito bem os dois momentos que nós erramos e proporcionamos situações que foram decisivas.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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