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Família bilionária ou fundo dos EUA? Entenda quem vai dirigir o Santos se a SAF for vendida

Vazamento da oferta incomodou dinastia colombiana Santo Domingo, uma das mais ricas do mundo; valor chega a R$ 2 bilhões pelo controle do Peixe

Família bilionária ou fundo dos EUA? Entenda quem vai dirigir o Santos se a SAF for vendida
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O Santos tem em mãos uma proposta para a venda de sua SAF a um fundo privado administrado com capital provenientes da família Santo Domingo, por R$ 1 bilhão, mais a totalidade de suas dívidas, na casa de mais um bilhão. A associação entre o fundo e a família colombiana, porém, causou polêmica.

Discretos em suas aparições, a família Santo Domingo, dona do Grupo Valorem, que controla a TV Caracol, detém ações na AB Imbev e 10% do Washingon Commanders, da NFL, negou que esteja envolvida na compra do clube.

A negativa causou estranheza nos bastidores, mas, no mercado financeiro, foi tratada como "normal", segundo apurou o ge.

De fato, a proposta nas mãos do presidente Marcelo Teixeira não é em nome de nenhum dos familiares e nem de suas empresas mais conhecidas no mercado. Trata-se de um fundo privado criado nos Estados Unidos e administrado com capital da família, gerido por executivos do mercado financeiro.

Na prática, o nome de Andres ou de Alejandro, dois de seus membros mais conhecidos, não apareceriam em uma eventual venda. Não seriam figurões como, por exemplo, John Textor no Botafogo ou Pedrinho no Cruzeiro.

Tampouco os membros da família seriam diretamente responsáveis pela administração do Santos, deixando isso a cargo de profissionais do mercado contratados pelo fundo. Mas o capital do fundo, este sim, é proveniente da fortuna da família Santo Domingo.

A construção da oferta

 

Desde maio de 2025, o Santos passou por um longo processo antes de receber a proposta não vinculante. Isto é, uma proposta que não obriga nenhuma das partes a fechar negócio. Foram meses para mostrar ao mercado as possibilidades que o clube oferece.

A partir da análise de documentos financeiros detalhados, o Saint Dominic Capital se propôs a investir os cerca de R$ 2 bilhões (sendo R$ 1 bilhão em aporte e outro bilhão em dívidas). Na proposta, o Santos ainda ficaria com uma porcentagem minoritária das ações do clube.

Os próximos passos

 

Cabe ao Santos, agora, renegociar a oferta, propor novos termos, se assim julgar necessário, e aguardar por uma resposta para então dar exclusividade à família Santo Domingo e preparar o terreno para uma mudança estatutária.

O clube, que estuda uma reforma em seu Estatuto há alguns anos, pode propor uma mudança mais rápida apenas no que diz respeito aos termos de uma eventual SAF, fazendo com que o Conselho Deliberativo e depois os sócios votem para liberar ou não a venda majoritária das ações.

Atualmente, o Estatuto veta uma venda desse porte. Desde a contratação da XP, a ideia da diretoria era propor a mudança estatutária com uma proposta em mãos para deixar mais claras as possibilidades.

Só então, com a eventual aprovação de uma venda majoritária das ações, é que o Santos poderá tornar a proposta da família colombiana vinculante. Assim, a oferta será dissecada nos mínimos detalhes, como, por exemplo, quais serão os aportes anuais, entre outras coisas.

 

Venda sim, mudanças não

 

A proposta tem no contrato vetos importantes para a manutenção da história do Santos, como a impossibilidade de mudança de nome, hino oficial, cores básicas do uniforme e localização.

Os colombianos devem vir nos próximos meses ao Brasil para conhecer de perto a estrutura alvinegra.

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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