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Mais planejamento e previsibilidade: conheça o sistema criado pelo Governo de SP para monitorar os mananciais

Nova metodologia na gestão dos mananciais estabeleceu 7 faixas que determinam ações a serem adotadas, de acordo com nível de criticidade

Mais planejamento e previsibilidade: conheça o sistema criado pelo Governo de SP para monitorar os mananciais
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O Governo de São Paulo adota um modelo inédito e moderno de monitoramento e gestão das águas dos mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, com objetivo de proporcionar  tomadas de decisões mais rápidas em períodos de escassez hídrica.

A nova metodologia, estabelecida em outubro do ano passado, conta com 7 faixas de atuação, de acordo com os níveis de reservação nos períodos de chuva e de estiagem. As faixas correspondem a etapas graduais de criticidade e orientam os gestores sobre as medidas que devem ser adotadas em cada um dos cenários. 

O monitoramento é feito diariamente pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne dados dos sete reservatórios interligados da Grande São Paulo, entre eles o Cantareira, que abastece quase metade da região. O SIM oferece dados de cada represa, além de índices pluviométricos e comparativos com períodos anteriores, possibilitando decisões baseadas no desempenho do conjunto dos mananciais, e não apenas de um sistema isolado.

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“Temos atuado em várias frentes, com base no nosso Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática, olhando para a região metropolitana e para as demais regiões. Essa metodologia é parte de um processo contínuo e integrado de evolução, que prevê também investimentos em obras estruturantes, intensificação do combate a perdas e atuação cada vez mais coordenada por meio do UniversalizaSP”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Entenda as faixas

Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, e o relaxamento só vem depois de 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.

Nas primeiras três faixas, o foco das ações é em prevenção, incentivo ao consumo racional de água e combate às perdas. As faixas 1 e 2 estabelecem a adoção de regime diferenciado de abastecimento e a gestão de demanda noturna de 8 horas. Na faixa 3, onde São Paulo está, a demanda noturna passa a ser de 10 horas, com intensificação das campanhas de conscientização da população.

A partir das faixas 4,5 e 6, as medidas de redução da pressão nas redes são ampliadas, passando a  12h, 14h e até 16 horas, de acordo com o nível de estiagem. No cenário mais grave, na faixa 7, o cenário inclui rodízio de água entre regiões e o uso de caminhões-pipa para garantir o abastecimento de serviços essenciais, como os hospitais.

De acordo com a Arsesp, a medida da faixa 7 tem caráter excepcional e só é adotada quando todas as medidas anteriores se revelarem insuficientes para garantir o nível dos reservatórios.

Investimentos da Sabesp em segurança hídrica

Os investimentos realizados ao longo dos últimos anos têm ampliado a resiliência do sistema de abastecimento paulista. A transposição Jaguari-Atibainha, que permite a transferência de água da bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira, e a conclusão do Sistema São Lourenço são exemplos de obras que contribuíram para aumentar a segurança hídrica da Região Metropolitana.

Houve também reforço no abastecimento de água com a entrega no início deste mês do bombeamento de até 2.500 litros por segundo da bacia do rio Itapanhaú, na Serra do Mar, para o Sistema Alto Tietê. Outra obra importante que já está em execução é a interligação Billings-Alto Tietê, que permitirá a captação de até 4 mil litros de água bruta por segundo no braço do Rio Pequeno, na represa Billings, em São Bernardo. 

Em 2025 foram concluídas ainda a ampliação da Estação de Tratamento de Água do Rio Grande, com aumento de capacidade de 500 litros por segundo e investimento de R$ 120 milhões, beneficiando mais de 120 mil pessoas e a modernização da Estação de Tratamento de Água do Alto da Boa Vista, com investimento de R$ 25 milhões.

Até 2027, a Sabesp pretende investir mais R$ 1,2 bilhão em novas obras de resiliência hídrica, reforçando a capacidade de resposta do sistema frente a cenários de seca prolongada e demanda elevada.

Uso consciente e segurança hídrica

A superação de cenários de seca prolongada depende tanto da gestão técnica quanto da colaboração da sociedade. O Governo do Estado tem reforçado a importância do uso consciente da água, especialmente em um contexto de altas temperaturas, menor volume de chuvas e aumento do consumo. 

Fonte/Créditos: Agência SP

Créditos (Imagem de capa): Agência SP

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Rede Barueri News

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