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Com a Portuguesa em alta, Fabio Matias tenta fugir da própria "regra" que criou para os técnicos

Técnico diz que treinadores brasileiros normalmente não resistem no cargo após série de cinco jogos sem vencer. Ele vai desafiar o Corinthians nas qua

Com a Portuguesa em alta, Fabio Matias tenta fugir da própria
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A Portuguesa vive um dos momentos mais consistentes dos últimos anos. Classificada para as quartas de final do Paulistão com a melhor campanha como visitante, a Lusa aposta no técnico Fábio Matias para seguir avançando no mata-mata.

Em entrevista ao ge, o treinador falou sobre a boa fase vivida no clube. Prestes a completar cinco meses no comando, Matias admite o momento especial, mas não deixa o clima de euforia tomar conta do vestiário.

— O treinador tem que tomar cuidado. Do mesmo jeito que hoje sou ovacionado, amanhã posso perder dois jogos e começar a ser vaiado. Fico feliz pelo reconhecimento da torcida, é sinal de que montamos um time aguerrido e identificado com o clube. Mas ainda estamos no futebol brasileiro e sabemos que isso pode mudar da noite para o dia — disse.

— O treinador tem que tomar cuidado. Do mesmo jeito que hoje sou ovacionado, amanhã posso perder dois jogos e começar a ser vaiado. Fico feliz pelo reconhecimento da torcida, é sinal de que montamos um time aguerrido e identificado com o clube. Mas ainda estamos no futebol brasileiro e sabemos que isso pode mudar da noite para o dia — disse.

Trajetória

 

Campeão da Copinha pelo Internacional em 2020 e com quase cinco anos de trabalho na base do clube gaúcho, Matias chegou a 100 jogos como técnico no profissional contra o São Paulo, na quarta rodada do Paulistão. O tempo, para ele, é a maior mudança ao treinar uma equipe principal.

— Na base, a gente tem mais duração em termos de trabalho. Quando está no profissional, eu falo sempre da regra dos cinco jogos para o treinador brasileiro. Na maioria das vezes, o estrangeiro acaba tendo dez ou 11 partidas. Mas, se o brasileiro tiver cinco jogos sem resultados, teoricamente tende a ser demitido — explicou.

Fábio Matias conviveu com essa regra nos últimos trabalhos. As passagens por Coritiba e Atlético-GO duraram menos de dois meses. No Juventude, o comandante teve um período maior, porém, também foi demitido após uma sequência negativa.

— Nesse tempo de Juventude, saí com um aproveitamento de 52%, é alto para a série A do Campeonato Brasileiro. Mas aí entrou novamente a regra dos cinco jogos. Culturalmente o futebol brasileiro sacrifica muito. Quem sustenta a pressão continua. Quem não aguenta, acaba mudando de profissão, vai fazer outra coisa — contou Matias.

Campeão da América

 

Antes de treinar o Coritiba, sua primeira equipe profissional, Fábio Matias teve a oportunidade de comandar interinamente o elenco principal do Botafogo. Ele era auxiliar técnico permanente do Glorioso e assumiu a equipe com a saída de Tiago Nunes no início de 2024.

Matias comandou o clube carioca em três partidas na Pré-Libertadores e na estreia da fase de grupos. Ao final da competição, recebeu uma medalha de campeão de John Textor pela participação no processo.

— Até hoje tenho residência no Rio de Janeiro e a torcida me encontra, me agradece por esse período. É especial. Ter participado e ser reconhecido posteriormente foi muito gratificante. Foi uma equipe que construiu uma ótima sinergia mesmo após os resultados ruins de 2023 — contou.

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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