O atacante Gabigol foi um dos pontos positivos no primeiro semestre do Santos. Vindo de uma temporada irregular, em que foi reserva no Cruzeiro, o jogador reencontrou o bom futebol no clube que o revelou.
Em 27 jogos, Gabigol marcou 14 gols, além de distribuir sete assistências. Os números já superam o desempenho pelo Cruzeiro. Além disso, o atacante igualou a artilharia do Santos no ano passado, quando Guilherme balançou as redes em 14 oportunidades, mas tendo disputado 48 partidas.
Além disso, o jogador está próximo de alcançar os 100 gols pelo Santos. Com o gol marcado contra o Vitória, na última partida do clube antes da pausa para a Copa do Mundo, ele chegou aos 98 gols. Atualmente, ele é o terceiro maior artilheiro do Santos no século 21, atrás de Robinho (111 gols) e Neymar (156 gols).
Gabigol está próximo de chegar ao mesmo número de gols em sua última temporada goleadora pelo Flamengo, em 2023, quando balançou as redes 20 vezes. Ainda assim, o atacante está longe da melhor temporada da carreira, em 2019, quando marcou 43 gols e distribuiu 12 assistências em 59 jogos.
A temporada de Gabigol encerra um histórico negativo recente do Santos em relação à posição de centroavante. Desde a saída de Marcos Leonardo, após o fim da temporada 2023, o clube viveu uma "crise do camisa 9".
Nos últimos dois anos, onze jogadores foram testados na função, mas ninguém se firmou. Nenhum deles conseguiu marcar dez gols ou mais em um ano. Em 2024 e 2025, a artilharia ficou com Guilherme, que atuava pela ponta esquerda, com 13 e 14 gols, respectivamente.
Em 2024 foram quatro jogadores testados na função. William Bigode foi o melhor deles, com sete gols e seis assistências. Julio Furch anotou seis gols, Alfredo Morelos balançou as redes em quatro oportunidades, além de quatro assistências. Wendel Silva, que chegou ao clube no segundo semestre daquele ano, também fez quatro gols, com duas assistências.
Outros dois jogadores da base foram testados. Luca Meirelles disputou duas partidas na reta final da Série B e o boliviano Enzo Monteiro entrou em campo apenas na estreia da competição, contra o Paysandu. Ambos não marcaram gols.
Para a temporada seguinte, William Bigode deixou o clube no fim do ano. Furch esteve fora dos planos e rescindiu o contrato em julho. Morelos entrou na Justiça para pedir a quebra do vínculo com o Santos, enquanto Wendel Silva foi devolvido ao Porto após três jogos na temporada.
O Santos foi ao mercado e fez novas apostas, com as contratações de Tiquinho Soares junto ao Botafogo, além do empréstimo de Deivid Washington, que pertencia ao Chelsea, da Inglaterra.
Tiquinho Soares disputou 40 jogos e marcou sete gols, além de cinco assistências. Depois do Campeonato Paulista, o atacante só conseguiu balançar as redes duas vezes, sempre em cobranças de pênalti. Deivid Washington entrou em campo em 20 oportunidades e marcou somente um gol. Em setembro daquele ano, o Chelsea pediu o retorno do atacante.
Luca Meirelles disputou 15 partidas e se despediu sem gols marcados - em agosto, o jovem foi negociado com o Shakthar Donetsk, da Ucrânia. Após as saídas, o Santos trouxe Lautaro Díaz, por empréstimo, junto ao Cruzeiro. Foram 15 partidas e três gols marcados, além de duas assistências com a camisa do Santos.
Na busca por opções para a posição na reta final do Campeonato Brasileiro do ano passado, o técnico Juan Pablo Vojvoda chegou a improvisar o meia-atacante Thaciano na função. Durante a temporada, o meia-atacante Neymar também chegou a ser testado, atuando como um falso 9.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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