Neymar está a menos de um mês de saber se irá defender o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Na busca por um lugar entre os 26 jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti, o craque vai equilibrar ainda mais os jogos no Santos para evoluir (fisicamente e tecnicamente), enquanto torce para que o movimento nos bastidores pela convocação dê certo.
Depois de atuar 90 minutos por quatro partidas seguidas (Atlético-MG, Recoleta, Fluminense e Coritiba) no espaço de duas semanas, sequência inédita no período de quase um ano, o camisa 10 será preservado da partida de sábado contra o Bahia.
A ideia de comissão técnica e estafe do craque é equilibrar os minutos de Neymar, a fim de controlar a carga e evitar qualquer possibilidade de lesão.
São seis jogos a partir do duelo contra o San Lorenzo, na terça-feira, antes da convocação final, em 18 de maio. Os planos do Santos incluem Neymar no decisivo jogo na Argentina pela Copa
Sul-Americana.
Alheio ao crescimento de desempenho em campo, principalmente físico, Neymar conta com uma movimentação nos bastidores favorável à convocação para o Mundial.
Embora a palavra final seja de Carlo Ancelotti, que condiciona a convocação exclusivamente ao desenvolvimento do próprio Neymar, o craque tem a simpatia do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Samir Xaud.
O principal dirigente do futebol brasileiro é admirador do craque e conta com um ciclo de pessoas próximas (e importantes dentro da entidade) que defendem a ida de Neymar à Copa.
Xaud, porém, reforça que a decisão ficará a cargo de Ancelotti, com base em um critério exclusivamente técnico. O italiano não trabalhou com Neymar desde a chegada à seleção brasileira.
Há ainda um desejo explícito de jogadores pela presença do craque no Mundial. Desde lideranças como Casemiro até jovens como João Pedro expressaram defesa pela convocação de Neymar, tratado como ídolo no dia a dia da Seleção.
Ancelotti tem grande parte do elenco da seleção formado para a Copa do Mundo. Entretanto, o treinador perdeu Rodrygo, do Real Madrid, e pode não contar com Estêvão, do Chelsea, dois potenciais titulares da equipe para iniciar o torneio.
Nomes como Endrick, do Lyon, Igor Thiago, do Brentford, e Rayan, do Bournemouth, disputam vagas no ataque, assim como Lucas Paquetá, do Flamengo, tem força para ocupar um dos lugares como um atleta a mais no meio-campo.
A dúvida sobre a presença de Neymar na lista será sanada em menos de um mês.
Até lá, o camisa 10 trabalha dia a dia no CT Rei Pelé e na própria estrutura montada em casa para se colocar no grupo que irá buscar o hexacampeonato.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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