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Salário vai diminuir com fim da escala 6 x 1? Veja o que dizem economistas

O Valor Investe ouviu especialistas para entender possíveis impactos da medida em diferentes âmbitos, como nos salários, na inflação e na geração de vagas

Salário vai diminuir com fim da escala 6 x 1? Veja o que dizem economistas
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O projeto de lei que prevê o fim da escala 6x1 já está sendo discutido na Câmara dos Deputados, mas segue rodeado de incertezas não só no que tange sua aprovação. Economistas divergem sobre os impactos dele não só nas empresas mas também no bolso dos trabalhadores. Por um lado, há quem diga que uma mudança como essa pode trazer consigo consequências como salários menores, mais inflação, menos vagas de trabalho e o pior: uma conta dividida entre empresas, governo e sociedade. Por outro, há quem defenda que os impactos não serão tão significativos e que os benefícios para os trabalhadores afetados podem compensar eventuais consequências.

O projeto de lei encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e a redução da escala de seis para cinco dias de trabalho (ou seja, com dois dias de descanso remunerado). O Valor Investe ouviu economistas para entender possíveis impactos da medida em diferentes âmbitos, como nos salários, na inflação e na geração de vagas.

 

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Os salários podem ficar menores?

O projeto de lei deixa claro que as mudanças preveem uma manutenção dos salários dos trabalhadores. Isso significa, portanto, que mesmo quem vá trabalhar menos horas ou dias, terá seu salário mantido.

No entanto, existem algumas ressalvas feitas por economistas.
A primeira delas é que as empresas podem diminuir o pagamento de futuros contratados. Isso pode significar um achatamento dos salários, segundo Henrique Castro, coordenador do programa de mestrado e doutorado em economia da de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

“Se o custo do empregador aumenta, porque ele tem que contratar mais pessoas para esses dias que os trabalhadores atuais terão de folga, pode acontecer uma combinação de algumas coisas: novos salários menores, corte ou diminuição de comissões e o fim ou piora de benefícios como vale-refeição, plano de saúde e etc”, afirma.

Essa, no entanto, não é uma consequência certa ou inevitável. Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, afirma que "a mera redução da jornada não terá grandes efeitos". Para ele, é preciso esperar para avaliar o que vai acontecer com a economia como um todo, para saber o que acontecerá com os salários. "Como o mercado de trabalho está muito apertado, a tendência é que haja um aumento da produtividade", diz.

Mas a produtividade vai aumentar?



 

Uma das principais defesas do fim da escala 6 x 1 aponta para a tese de que uma jornada de trabalho menor representa uma melhora nas condições de vida do trabalhador. Com condições mais favoráveis, os trabalhadores tendem a aumentar sua produtividade o que pode se refletir em salários mais altos. 


O próprio governo federal disse, em um comunicado divulgado pelo Planalto, que a proposta enviada ao Congresso dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. "Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, afirmou em nota.


Para Salto, da Warren, a mudança é um caminho inevitável e em linha com o que acontece ao redor do mundo. "Me parece algo natural, que não impede a continuidade dos negócios, nem cria custos adicionais. Um restaurante, por exemplo, vai ter que ter mais pessoas para suprir a carga necessária. Dependendo de como a medida for aprovada, ela melhora qualidade de vida do trabalhador, que vai ter mais tempo para lazer", diz.

 

Ele destaca, contudo, que a medida deve vir na esteira de outras mudanças complementares. "Não é só mexer nas regras do mercado de trabalho, temos que ter crescimento econômico, investimento em educação técnica e superior, para que se consiga ter uma mudança estrutural", afirma.

 

Fonte/Créditos: Valor Investe

Créditos (Imagem de capa): Valor Investe

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Rede Barueri News

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