Quando o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de Clubes, em dezembro, apontou PSG e Atlético no Madrid no caminho do Botafogo, a missão de um caminho praticamente impossível já foi cravada de primeira. Não era para menos - afinal, o Alvinegro foi o único sul-americano a enfrentar dois europeus na mesma chave. O clube carioca desafiou as probabilidades a passou.
A atuação na derrota por 1 a 0 contra o clube espanhol, nesta segunda-feira, no fechamento do grupo, não foi das melhores. O time deu muito a bola para o rival e, com exceção dos minutos iniciais do primeiro tempo, pouco fez nos contra-ataques para tentar ameaçar.
Isso não tira todo o mérito da equipe comandada por Renato Paiva na competição. A dura missão vinha necessariamente acompanhada de sofrer em partes dos jogos. O Alvinegro enfrentou times melhores tecnicamente e tentar bater de frente nesta parte era praticamente suicídio.
Bastou ao Botafogo intensidade, organização e esforço. E isso houve de sobra. Contra o PSG, uma atuação defensiva para ficar marcada por anos na vitória por 1 a 0. Diante do Atlético, mudanças no decorrer do jogo para travar o rival pelo meio - os espanhóis só marcaram no fim, com Griezmann, e tiraram o Alvinegro da liderança.
O time espanhol, que precisava de um resultado elástico, naturalmente deu espaços para o Botafogo explorar nas transições. O time conseguiu fazer isso nos minutos iniciais: com trocas rápidas de passe, atingiu bem as costas dos laterais para chegar ao ataque.
— Sabíamos que jogaríamos contra uma grande equipe. Não nos defendemos tão bem, não por causa do gol que sofremos, mas às vezes avançávamos cedo demais, muito próximo da nossa área, mais do que eu queria na verdade. O tempo passa, e o resultado entra na cabeça, isso influencia a forma como jogam. Quero ter mais posse de bola, especialmente nos momentos de transição, decidir melhor. O Savarino teve a primeira oportunidade. Passamos, mas não foi um jogo tão bom - analisou Paiva.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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