O Palmeiras perdeu uma chance de ouro no domingo: jogava em casa (e bem) enquanto o Flamengo, seu adversário direto na briga pelo título, tropeçava no Maracanã. O que poderia ser uma rodada para fazer o líder abrir nove pontos de vantagem com um jogo a mais, terminou com a diminuição da gordura para seis.
O resultado frustrante foi muito condicionado pela maior falha de Carlos Miguel desde que chegou ao *Palmeiras*, no gol que abriu o placar da *vitória do Atlético-MG por 2 a 1*, no Nubank Parque, aos nove minutos do segundo tempo.
Até a rebatida do camisa 1 para Victor Hugo fazer o gol atleticano, o Verdão tinha o jogo sob controle. Abel Ferreira optou por manter a estrutura com três defensores, mesmo sem Bruno Fuchs, novo desfalque por uma crise de apendicite, nem Barboza, suspenso.
Para isso, adaptou Emiliano Martínez como zagueiro pela esquerda e manteve Murilo pela direita, dando liberdade para o camisa 26 subir ao ataque. Assim como aconteceu contra o Coritiba, o palmeiras teve um primeiro tempo de boa qualidade na construção até a área do Atlético-MG.
Paciente, o time beirou os 70% de posse de bola e chegou a ter belas trocas de passes, sempre com participações de Marlon Freitas e Andreas Pereira; Arias, Mauricio e Paulinho se juntavam à dupla de volantes, mas aí o time passou a esbarrar na dificuldade para entrar na defesa do Atlético-MG.
Escalado como titular pela primeira vez em mais de um ano, Paulinho se mostra cada vez mais à vontade em campo. Ele teve boa atuação, mas não tem cacoete de centroavante; isto fez com que o Palmeiras não tivesse quem empurrasse a última linha do clube mineiro para trás.
Diante da incapacidade de transformar o domínio em vantagem, o Verdão se colocou no risco de uma oportunidade fazer o rumo do jogo mudar. Foi o que aconteceu na primeira falha de Carlos Miguel, quando o Atlético-MG pouco incomodava.
Abel Ferreira, então, tirou Giay (que fez um jogo muito ruim na construção) e Emiliano Martínez (pela necessidade de atacar) e colocou Felipe Anderson e Vitor Roque. O time empatou, mas se desarrumou e passou a levar sustos em qualquer contra-ataque. E levou o segundo gol menos de três minutos depois do 1 a 1, também com uma saída ruim do goleiro.
Ao se analisar os dois jogos do Palmeiras depois da Copa do Mundo, é nítida a tentativa de fazer o time jogar mais com a bola no pé, construindo por dentro. Mesmo na derrota de domingo, houve momentos promissores assim.
Mas faltou agressividade no melhor momento da equipe no Nubank Parque. Com a recuperação de Vitor Roque e o retorno de Flaco López, Abel ganhará dois jogadores que deixam o setor mais completo.
Mas o que fica é a chance que o time jogou fora diante de sua torcida. Em uma disputa que promete ser tão apertada, o Palmeiras cometeu um vacilo que até então não tinha cometido nesta campanha. Não poderá repeti-lo.
Fonte/Créditos: globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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