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Roger Machado lamenta derrota em clássico em noite de Morumbis lotado: “Machuca”

Tricolor foi superado pelo Palmeiras em casa e perdeu a chance de assumir a ponta da tabela no Brasileirão

Roger Machado lamenta derrota em clássico em noite de Morumbis lotado: “Machuca”
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Mais do que o resultado diante do Palmeiras, uma derrota por 1 a 0, Roger Machado lamentou a chance desperdiçada pelo São Paulo de retomar a liderança do Brasileiro neste sábado, no Morumbis. O estádio recebeu 54 mil pessoas, um recorde na temporada, o que, segundo o treinador, torna o revés ainda mais doloroso.

O Tricolor entrou na rodada com o mesmo número de pontos que o rival, mas se manteve com 16 pontos contra 19 do Palmeiras, líder isolado do Brasileirão.

— Perder nunca é bom. Busquei não lidar com o tempo sem vencer, mas lidar muito com a possibilidade de voltar para a liderança novamente. Machuca muito. Mas o que mais talvez machuque é que hoje a nossa casa estava muito bonita. Tinha 55 mil torcedores, que vieram, nos apoiaram, mesmo depois do gol, seguiram incentivando. Ficam chateados, e chateia a gente também. O início do São Paulofoi muito positivo e vai seguir sendo positivo a partir deste momento com o tempo que temos à disposição para resolver o que se apresentou agora — disse o treinador em entrevista coletiva no Morumbis.

Arias marcou o gol do Palmeiras nos primeiros minutos da partida. Em desvantagem, o São Paulo teve mais posse de bola, 63% contra 37% , mas não transformou o volume em oportunidades e terminou o clássico com menos finalizações que o rival: três contra seis.

— Tivemos a condição de virar um jogo. É muito difícil virar o jogo. Conseguimos contra o Bragantino, e não vai ser sempre que vamos encontrar alternativas, sobretudo contra alguém que usa o fator de sair na frente para levar vantagem usando seu jogo. O recado é que siga acreditando, que venha ao estádio prestigiar o time do São Paulo e que vamos buscar alternativas para estar sempre mais fortes — lamentou o treinador.

— A estratégia não era cruzar tantas bolas, mas com gol aos 5 minutos e o posicionamento muito defensivo, nós devolvemos a bola e fomos contra-atacados. Os poucos espaços apareceram pelos lados. Os cruzamentos foram muito acessados, por causa de uma defesa muito baixa à frente no placar.

Foi a terceira derrota do São Paulo para o rival na temporada. O calendário será paralisado para a Data Fifa, e o Tricolor volta a campo no dia 1º de abril, contra o Internacional, no Beira-Rio, pela nona rodada do Brasileirão.

 

 

Busca por soluções

 

— Temos um grupo com determinadas características e vou procurar soluções dentro das características que temos. Eu tenho preferência por linha de 4, mas já atuei com linha de 3 defensores também. E poderia fazer para soltar mais os laterais e ter mais alternativas no campo de ataque à medida que pontas que produzem desequilíbrio temos em menor numero. É buscar dentro das características que temos no elenco esse equilíbrio maior para ter alternativas para machucar os adversários com mais frequencia no jogo. Foi o que aconteceu nos últimos dois jogos.

 

Arbitragem

 

— Eu te confesso que mesmo com todo questionamento eu estive preocupado com as questões do campo. Claro que quando o árbitro apita da forma que ele pouco aparece, digamos assim, é porque teve uma boa arbitragem. O daronco é um cara experiente. Senti falta em algum momento de agiliar mais o jogo, mas acho que de um modo geral ele não comprometeu a partida.

 

Muitos cruzamentos

 

— Tendeu para os cruzamentos porque foi a única forma que encontramos numa defesa muito fechada. Uma defesa além da virtude de fechar bem tem a capacidade de contra-atcar se jogar pelo centro. O aproveitamento foi baixo e o cruzamento foi muitoi. Foi a alternativa que encontramos diante do cenário que se mostrou. Ainda mais saindo atrás no placar muito cedo. Isso condicionou muito o jogo e atrapalhou a estratégia inicial para a partida.

 

Mudanças

 

— O Cauly não tava levando ao meu ver vantagem significativa. E num jogo de força, muitas vezes utilizado pelo Palmeiras, estávamos sucumbindo e devolvendo a bola muito rápido para o adversário. A ideia era continuar com o controle daquela bola no setor, mas com o Luciano que tem mais capacidade de fazer o jogo mais físico no meio. A ideia do Tapia foi para que tivéssemos na figura do Calleri o jogador entre os zagueiros e o Tapia com mais movimentações nos poucos espaços que aparecessem. Depois, o Wendell foi para ter mais ofensividade. Mas pelo Enzo estar com o cartão amarelo no primeiro tempo.

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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