Aos 34 anos, Philippe Coutinho terá três meses no Santos para tentar jogar o máximo de partidas possíveis e decidir se irá se aposentar ou se retoma sua carreira no futebol. Ele deixou o Vasco em fevereiro deste ano e, deste então, estava sem clube e cuidando da forma física em casa.
As duas partes avançaram no acordo justamente por causa do curto tempo de contrato, quase como se fosse um vínculo de experiência. O Santos entende que ganha um jogador talentoso e experiente capaz de decidir partidas e de ajudar fora de campo liderando os mais jovens.
Coutinho, por sua vez, poderá usar o período para desfrutar do futebol ao lado de amigos, como Neymar, sem a obrigação de renovar para 2027, e entender se tem disposição para seguir por mais tempo atuando depois de um período de desgaste emocional no Cruz-Maltino.
Neste período de três meses, o Santos disputará a reta final de dois torneios: o fim do Brasileirão, com última rodada prevista para 2 de dezembro, e a Copa Sul-Americana, que tem final marcada para 21 de novembro. Atualmente, o time de Cuca disputa as quartas de final, contra o Atlético-MG.
Há um consenso, porém, de que o período será desafiador para os dois lados: o longo período de inatividade de Coutinho exigirá do Santos paciência para que ele consiga retomar o ritmo de jogo. O meia, por sua vez, também precisará de esforço para recuperar a sua melhor forma.
A diretoria do Santos chegou a cogitar um contrato atrelado à produtividade, mas recuou depois de Coutinho baixar suas exigências salariais.
Arthur, Lima e Everton Cebolinha foram contratado em um modelo semelhante, com vínculo até dezembro. Dos trio, apenas o atacante ex-Flamengo tem prevista no acordo a possibilidade de renovação por mais dois anos.
O único dos cinco reforços na janela de transferências com contrato mais longo é Rodinei, que assinou vínculo até dezembro de 2027.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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