O abalo do futebol brasileiro com a notícia do fim das bets, foi ligeiramente menor para o Mirassol. Afinal, o clube não tem nenhuma casa de apostas entre os patrocinadores.
Mais do que isso, o Leão jamais teve um patrocínio máster de bet em sua história. Considerando as edições de 2025 e 2026 da Série A, apenas Mirassol e Bragantino não tiveram casas de apostas no espaço mais destacado do uniforme em nenhum dos dois anos.
Internamente, porém, o clube não está de acordo com a decisão do governo Lula. Isso porque 70% da renda do time vem da cota de competições, que tem origem principalmente nas bets, com a Betano dando nome ao Brasileirão.
Na contamão dos rivais
Em 2026, além de Mirassol e Bragantino, outros quatro times também não são patrocinados por bets: Bahia, Athletico Paranaense, Internacional e Coritiba.
O Leão, aliás, segue à risca a cartilha da lealdade. O clube tem a marca de refrigerantes Poty como patrocinador máster há 19 anos. O primeiro ano da parceria, ininterrupta desde então, foi 2007, quando a equipe, que ainda jogava de verde, conseguiu o primeiro acesso à elite do Paulistão.
A sede da empresa de bebidas é na pequena cidade de Potirendaba, que fica a 41 quilômetros de distância de Mirassol.
Entre 2023 e 2025, o Leão caipira estampou uma bet em seu uniforme: foi a 7K, que ficou na parte inferior da camisa, logo abaixo do patrocinador máster. Esta foi a única marca não regional na camisa do time nestes anos.
A ideia do Mirassol de renovar os patrocinadores, mesmo no auge da sua história com Brasileirão e Libertadores, tem a ver com a lealdade por todos esses parceiros antigos.
A diretoria do Leão caipira entende que é hora de dar o retorno por tudo que fizeram pelo clube. "Sem eles não estaríamos aqui", diz um dos cartolas do time amarelo.
Em 2025, ano da histórica quarta colocação no Campeonato Brasileiro, o Mirassol recebeu R$ 9 milhões anuais, o equivalente a R$ 750 mil por mês de patrocínios. O valor era 30 vezes menor do que o obtido pelo Flamengo, que recebia R$ 250 milhões considerando apenas o acordo com a Betano.
Mesmo com os baixos rendimentos de patrocínios, o Mirassol é um dos raros times brasileiros sem dívidas. O gestor do clube, Juninho Antunes, faz a administração se valendo majoritariamente de receitas de cotas de competições e vendas de jogadores.
Fonte/Créditos: GE
Créditos (Imagem de capa): GE
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