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Brasil estreia no World Series de natação de Berlim com 10 medalhas e recorde mundial

Seis dos sete brasileiros que venceram as prova são integrantes da categoria Bolsa Atleta Pódio

Brasil estreia no World Series de natação de Berlim com 10 medalhas e recorde mundial
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A seleção brasileira de natação iniciou nesta quinta-feira (6/5) a disputa do World Series de natação de Berlim, na Alemanha, com nove medalhas entre adultos (três ouros, cinco pratas e um bronze) e um ouro entre jovens. Além disso, a estreia do país na competição teve um recorde mundial, obtido pela paulista Beatriz Flausino na disputa dos 100m peito da classe SB14 (deficiência intelectual). Ela é integrante do Programa Bolsa Atleta na categoria Internacional.

Outros destaques da seleção no dia foram o paulista Samuel Oliveira, da classe S5 (comprometimento físico-motor), que encerrou o dia com duas medalhas de ouro; e o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), que obteve um ouro e uma prata. Ambos também fazem parte da categoria Pódio, a elite do Bolsa Atleta.

As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas são feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

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Beatriz quebrou o recorde mundial dos 100m peito SB14 ainda nas eliminatórias, ao completar a prova em 1min11s52. Antes, a melhor marca era da espanhola Michelle Morales – 1min12s02, tempo registrado nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

“Estou muito feliz. Agradeço aos meus apoiadores, ao meu técnico e à minha família. Queria fazer esta marca desde o Mundial no ano passado, mas não estava totalmente preparada para isso. Depois da competição, comecei o ano focada neste recorde. Antes de dormir, falei com Deus e disse que, se fosse para acontecer, eu estava pronta. E sei que posso ir ainda além do que fui hoje. Estarei melhor fisicamente e psicologicamente para fazer tempos melhores ainda”, afirmou a nadadora, campeã mundial em Singapura 2025.

Mais tarde, na final da prova, Beatriz ficou com a medalha de prata ao fechar a distância em 1min12s49 e marcar 1046 pontos. O bronze também foi brasileiro, da paulista Alessandra Oliveira – categoria Pódio –, da classe SB4 (comprometimento físico-motor), com 1min43s41 e 1002 pontos. O ouro foi para a britânica Aaliyah Richards, da classe S14, com 1min12s14 e 1051 pontos.

O resultado de Alessandra nos 100m peito ainda garantiu a ela o ouro na disputa Junior da mesma prova.

Samuka e Gabrielzinho fizeram uma dobradinha no pódio dos 50m borboleta. Samuel foi ouro, com 33s13 e 972 pontos, enquanto Gabriel fez a prova em 53s09 e atingiu 952 pontos, ficando com a prata. O sul-africano Christian Sadie, da classe 7 (comprometimento físico-motor), completou o pódio com o tempo de 30s57 e 941 pontos.

O Brasil ainda teve uma segunda dobradinha no alto do pódio nos 100m livre. Gabrielzinho foi ouro com 1min56s01 e 1043 pontos. Já seu conterrâneo, Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), ficou com a prata com 50s89 e 1034 pontos. O bronze foi para o britânico William Ellard, também da classe S14 e atual recordista mundial da prova, com 51s55 e 1017 pontos.

O segundo ouro de Samuel Oliveira veio nos 50m costas, com 34s66 e 1015 pontos. A prata ficou com o alemão Josia Tim Alexander, da classe S3 (comprometimento físico-motor), com 47s22 e 937 pontos. Já o bronze foi para o bósnio Ismail Zulfic, que concluiu a prova em 36s98 e marcou 937 pontos.

Na disputa feminina dos mesmos 50m costas, a carioca Lídia Cruz, da classe S4 (comprometimento físico-motor), foi prata após completar a disputa em 51s83 e marcar 833 pontos. O ouro foi para a turca Sevilay Ozturk com 44s34 e 932 pontos. Já o bronze ficou com a ucraniana Maryna Verbova, que fez 53s34 e 783 pontos. A mineira Patrícia Pereira, da classe S4, também esteve na prova e terminou na sexta colocação, com 54s90 e 731 pontos.

“Esta é uma das provas mais importantes para mim e caiu logo no primeiro dia. Foi uma forma de quebrar o gelo cheia de emoções. Minha intenção era nadar próximo do meu melhor e isso foi feito. Está comprovado por esta medalha”, disse Lídia.

A última medalha do dia para o Brasil veio com a catarinense Mayara Petzold, prata nos 50m borboleta, com 35s90 e 924 pontos. O ouro ficou com a irlandesa Dearbhaile Brady, com 35s82 e 927 pontos; a norte-americana Mallory Weggemann, da classe S6 (comprometimento físico-motor), com 35s22 e 909 pontos, completou o pódio.

Outra atleta a disputar o World Series foi a pernambucana Carol Santiago, maior campeã paralímpica do Brasil. A nadadora completou a final B dos 100m em 1min00s41, mais rápido do que o tempo de 1min00s51 que garantiu a ela o ouro no Mundial de Singapura em 2025.

“Esta competição está muito boa, fortíssima e só começando. Estas etapas são muito importantes para medirmos o que estamos construindo. Meu programa está muito forte para transferir isso para minhas próximas competições até Los Angeles 2028. Estou colocando tudo o que treinei até aqui para oferecer o meu melhor”, afirmou a atleta.

A etapa de Berlim do World Series segue até sábado (9), com 17 brasileiros em ação. A seguir, 11 jovens atletas se juntam à Seleção para a disputa do IDM (Campeonato Alemão internacional de natação), a partir de domingo (10).

Fonte/Créditos: Agência Gov

Créditos (Imagem de capa): Agência Gov

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Rede Barueri News

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