O técnico Juan Pablo Vojvoda tem uma dor de cabeça antiga para resolver no Santos. O treinador já testou todos os zagueiros do elenco, mas ainda não conseguiu solucionar o problema de instabilidade do setor defensivo.
A situação ficou pior conta da lesão de Adonis Frías. O argentino, que despontava como um dos titulares na zaga, sofreu uma lesão muscular na panturrilha direita e ficará fora das próximas partidas em um momento em que o Peixe luta para se livrar do rebaixamento no Paulistão, avançar para a próxima fase do torneio estadual e se recuperar de mau início no Campeonato Brasileiro.
Sem poder contar com Frías, a tendência é que Vojvoda dê mais espaço para João Basso. O defensor, no entanto, havia deixado de ser escalado desde a chegada do treinador, no ano passado. A primeira vez em que ele entrou em campo sob o comando do argentino foi no clássico contra o São Paulo, na última quarta-feira, pelo Brasileirão.
Alexis Duarte, contratado na janela de transferências do meio da temporada passada, só disputou seis partidas desde que chegou ao clube. No entanto, as más atuações foram recorrentes. Na última oportunidade, o defensor teve envolvimento direto em, ao menos, três dos quatro gols sofridos na derrota para a Chapecoense, na estreia do Santos no Brasileirão.
O Peixe tem buscado negociar o defensor paraguaio, que busca ter uma regularidade maior em campo já que luta por uma vaga entre os convocados para a defender a seleção do país na Copa do Mundo.
Zé Ivaldo começou o ano como titular, mas perdeu espaço após um mau desempenho contra o Corinthians, pelo Paulistão. Dos últimos quatro jogos, ele permaneceu no banco de reservas em três. Por outro lado, Luan Peres, que havia iniciado a temporada no banco de reservas, passou a ganhar mais chances.
Ao mesmo tempo em que convive com a instabilidade no setor, a diretoria santista defende uma solução caseira, com a utilização de jogadores formados nas categorias de base do clube. Os defensores João Alencar e João Ananias, ambos do time sub-20, já treinaram no elenco profissional e foram relacionados para partidas.
Entretanto, nenhum dos dois ainda foi testado por Vojvoda. Ambos são bem avaliados e vistos com potencial para começar a ter mais oportunidades no decorrer do ano.
Problema antigo
O problema na zaga santista persiste, ao menos, desde o início de 2025. À época, o Peixe trouxe Zé Ivaldo, por empréstimo junto ao Cruzeiro, e apostou no jovem Luisão, vindo do Novorizontino. Porém, com as más atuações dos defensores, o então técnico Pedro Caixinha foi forçado a promover o retorno do veterano Gil que, inicialmente, havia sido descartado pelo treinador.
Com a saída do português e a chegada de Cleber Xavier, Luisão ganhou mais oportunidades, mas não conseguiu convencer. Por conta de problemas pessoais, Gil se ausentou e, posteriormente, optou por encerrar a carreira.
Zé Ivaldo, que iniciou o ano como titular, também acabou indo para o banco de reservas. Uma cláusula no contrato, que obrigava o Santos a adquirir o defensor em definitivo por metas alcançadas, também pesou contra. Cleber Xavier, então, resolveu dar sequência a João Basso ao lado de Luan Peres.
Na última janela de transferências, a diretoria santista foi atrás de reforços para o setor e abriu os cofres para contratar Adonis Frías e Alexis Duarte. Contudo, só o primeiro conseguiu se firmar na equipe.
Sob o comando de Vojvoda, que substituiu Cleber Xavier, Zé Ivaldo voltou a ganhar espaço e encerrou o ano como titular. O defensor acabou, também, atingindo as metas definidas no contrato de empréstimo, o que forçou o Peixe a contratar o defensor em definitivo nesta temporada.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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