Foi no critério de gols marcados que o Mirassol perdeu a liderança do Grupo G da Libertadores. O caçula do torneio continental fez os mesmos 12 pontos e três de saldo de gols e que a LDU. Porém, marcou um gol a menos que os equatorianos.
Para não depender disso, o Leão precisava de um empate contra o Lanús, nesta terça-feira, no estádio La Fortaleza, na cidade da região metropolitana de Buenos Aires, na Argentina. Com uma equipe recheada de reservas o Mirassol foi derrota por 1 a 0 com uma atuação ruim e sem nenhuma inspiração.
Ainda assim, estava se classificando como primeiro colocado até os 44 minutos do segundo tempo. Porém, Deyverson fez o gol da vitória da LDU sobre o Always Ready, no Equador.
Daqui alguns dias, o sentimento de frustração dará lugar ao orgulho de recolocar o interior de São Paulo em um mata-mata de Libertadores após quase 40 anos. O último havia sido o Guarani em 1988.
O feito do Mirassol não deve ser normalizado. Não é a mesma régua que a rotineira classificação às oitavas de Flamengo, Palmeiras e outros tantos. O clube é o representante de uma cidade de 65 mil habitantes, que não tem grandes investidores e é um exemplo de gestão.
Em sua primeira Série A de Brasileiro, em 2025, foi o quarto colocado e conseguiu vaga direta na fase de grupos da Libertadores. No torneio continental, neste ano, se classificou em um grupo que tinha o Lanús (atual campeão da Recopa Sul-Americana sobre o Flamengo e da Sul-Americana contra o Atlético-MG) e a LDU (campeã da Libertadores 2008 e da Sul-Americana em 2009 e 2023).
Muitos novamente duvidaram do Mirassol e disseram que o time iria apenas passear. Rodou o elenco em muitos jogos, priorizando o Brasileirão, e ainda assim arrancou a classificação.
O principal mérito foi o aproveitamento de 100% em sua casa, no Maião, onde venceu os três jogos sem tomar gols. É verdade que talvez a classificação não acontecesse caso a partida contra o Always Ready não saísse da altitude de El Alto e fosse para o Paraguai.
Mas a partícula condicional "se" não entra em campo e é fato que o Mirassol conseguiu um feito gigantesco ao se classificar para o mata-mata em sua primeira Libertadores da história. Sete anos atrás, o Leão era um clube sem divisão nacional. Em 2026, está nas oitavas da principal competição continental das Américas e também nas oitavas da Copa do Brasil.
O que falta para equilibrar a balança da temporada é sair da zona de rebaixamento da Série A do Brasileiro. Os últimos jogos foram uma clara melhora de um time que teve sete vitórias, dois empates e três derrotas em seus 12 compromissos mais recentes.
O Mirassol provou na Libertadores que pode prolongar a reação no Brasileirão, buscando a permanência na elite nacional, no seu grande objetivo do ano. A Libertadores, mesmo se acabar nas oitavas de final, já terá sido uma grande história para se contar por décadas a fio.
Como foi o jogo?
O Mirassol entrou em campo com um time alternativo, com zagueiros titulares, meio mesclado e atacantes reservas. A equipe do interior de São Paulo, porém, não começou bem e sentiu a pressão do Lanús desde os primeiros instantes. Alex Muralha fez defesaça aos nove minutos e manteve o placar zerado.
O Leão tentava manter a calma e conseguia boas saídas de bola, mas as jogadas morriam no meio-campo, com a partida ruim dos meias e atacantes. O domínio argentino se traduziu em gol aos 21 minutos. Após falha na marcação no escanteio, Medina aproveitou a bobeada de Galeano e finalizou para inaugurar o marcador.
Depois disso, a parada técnica foi usada por Rafael Guanaes para injetar ânimo no time. Especialmente em Galeano, que não entregava “energia para o jogo da sua vida”, segundo o treinador. Em seguida, o duelo ficou mais equilibrado, mas a equipe brasileira não conseguiu levar perigo no restante do primeiro tempo.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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