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Corinthians avalia SAF, mas defende modelo associativo para reestruturação financeira

Atual gestão do Timão não vê necessidade de mudança estrutural no curto prazo

Corinthians avalia SAF, mas defende modelo associativo para reestruturação financeira
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O Corinthians defende o modelo associativo como caminho para sua reestruturação financeira. Atualmente, o clube acumula uma dívida bruta de R$ 2,723 bilhões.

Em balanço enviado ao Conselho Fiscal e ao Conselho de Orientação (Cori), obtido com exclusividade pela reportagem do ge nesta quarta-feira, a atual gestão afirma que acompanha as mudanças estruturais no futebol brasileiro, como a adoção de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) por grandes clubes, mas entende que não há necessidade de mudança no curto prazo.

O Corinthians cita o acordo para renegociação de dívidas com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o RCE (Regime de Centralização de Execuções) como pilares do processo de reorganização.

— Considerando a dimensão institucional e econômica do Clube, bem como o estágio avançado do programa de reestruturação administrativa e financeira em curso que inclui a Transação Individual com a PGFN, a homologação do RCE Cível e o fortalecimento da base de receitas, a Administração entende que o Clube possui condições de promover sua reorganização e retomada da sustentabilidade financeira no modelo associativo atual, sem necessidade de recorrer à constituição de SAF no horizonte de curto prazo — escreveu a diretoria corintiana no documento.

— A avaliação é revisada periodicamente à luz da evolução do mercado, do ambiente regulatório e tributário e das condições financeiras do Clube — completou em outro trecho.

Na transação tributária negociada com a PGFN e assinada em fevereiro, o Corinthians obteve um desconto de 46,6% para quitar uma dívida de R$ 1,2 bilhão com a União, reduzindo o valor a pagar para R$ 679 milhões. O impacto estimado na dívida total do clube é de R$ 217,428 milhões.

Já o RCE permite ao Corinthians suspender uma série de bloqueios de valores em contas bancárias.

O acordo, estimado em cerca de R$ 450 milhões, reúne débitos com empresários, fornecedores e jogadores, incluindo valores de direitos de imagem, entre outros. O prazo para quitar esse montante é de dez anos.

No início de março, Romeu Tuma Júnior, então presidente do Conselho Deliberativo do clube, criou um grupo técnico de estudos formado por especialistas para avaliar a eventual transformação do clube em SAF e outras alternativas para enfrentar a crise financeira, como a recuperação judicial ou extrajudicial.

Ele nomeou seis integrantes para compor o grupo, que tem 60 dias para apresentar um relatório com “conclusões técnicas, cenários possíveis, riscos, oportunidades e recomendações, destinadas a subsidiar futuras deliberações dos órgãos competentes do clube com base em critérios objetivos, dados verificáveis e análise multidisciplinar”, conforme despacho do ex-dirigente.

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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