Moisés foi apresentado nesta sexta-feira como reforço do Santos. Em entrevista na sala de imprensa da Vila Belmiro, o atacante se mostrou empolgado, em especial com a oportunidade de jogar ao lado de Neymar. Mas ele ressaltou também a importância de Juan Pablo Vojvoda.
O técnico argentino comandou o jogador no Fortaleza e foi também importante para a contratação dele pelo Santos. Uma ligação foi crucial para o acerto.
– Foram mais de três anos junto. Ele me fez crescer como pessoa e jogador. Me deu suporte no Fortaleza. Ele me ligou e não tem como falar não. É uma camisa pesada. Espero que sejamos felizes nessa etapa, ajudar o Santos e aos meus companheiros. Fazer um grande ano em 2026 – disse Moisés, que quase marcou na estreia com derrota para o Athletico-PR, na quinta, pelo Brasileirão.
– Depois do jogo é normal todos ficarem chateados como foi a derrota. Conversamos sobre os detalhes após o jogo. Infelizmente perdemos, mas não podemos lamentar. Brasileirão tem que pontuar todo jogo. Agora temos o Paulistão, uma vitória podemos classificar. Todos acreditam no Juan, estamos em prol dele e da comissão. Temos tudo para fazer um ano muito grande no Santos.
Sonho de jogar com Neymar
Se Vojvoda foi crucial para o acerto, Neymar tem sido o motivo para a felicidade de Moisés em jogar no Santos. O atacante disse até que chegou a mandar uma mensagem para o camisa 10, de quem é muito fã. Agora, são companheiros de dia a dia.
– Mais motivação. Nem preciso falar do Neymar. Está doido. Todo mundo sonha em jogar no Santos. Jogar ao lado dele será especial. Com ele no time, junto com outros companheiros, a tendência é só crescer.
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Não tem como não ficar feliz. Tenho até mensagem no Instagram que mandei pra ele, mas tem muita gente (risos). Se ele olhar, verá que tem mensagem que mandei. Qualquer um sonha estar com Neymar, tirar foto com ele. Jogar com ele está sendo incrível.
– Não só Neymar, mas Gabriel e todos os companheiros que são muito bons. Eu via na TV. Estar com eles é muito gratificante. Que todos possam ajudar o Neymar do que ele é capaz – acrescentou.
Veja outros pontos da apresentação de Moisés:
Maior desafio da carreira?
– Com toda certeza desse mundo. O Santos é uma vitrine mundial. Essa camisa tem muito peso. Tenho muito a melhorar aqui. Todos estão aqui para me ajudar. As pessoas que estão no Santos são humanas, estão me ajudando muito para retribuir todo esse carinho. Tem tudo para eu crescer.
Estreia
– Agradecer a Deus por estar vestindo essa camisa. Uma camisa muito pesada. Um clube grande, mundial. Não posso dizer que não estou nervoso. Foi uma estreia como não gostaria, com derrota. Mas pude mostrar um pouco. Espero ter o carinho de todos e a confiança.
Lesão no Fortaleza
– Foi uma infelicidade numa comemoração do gol contra o Inter. Infelizmente, um companheiro de equipe (Deyverson) me deu um tranco e acabei lesionando. Acho que na primeira lesão que era de seis semanas, eu voltei com 20 dias, com o Juan precisando. Infelizmente, no segundo dia de treino voltei a lesionar. Isso gerou oito semanas a mais do que era previsto. Esperamos o tempo ideal.
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Infelizmente, lesionei de novo no segundo dia de treino. Isso foi o que mais demorou pelo fato de tentar voltar antes para ajudar o Juan e o Fortaleza. Na terceira esperamos 15 semanas, dobramos para evitar nova lesão. Esse ano estou fisicamente bem. Tive todo suporte da equipe médica. Todos focados para evitar novas lesões. Trabalhando diariamente para não ter mais lesões este ano.
Ambiente e pressão
– Dentro do clube é um ambiente muito bom. Todos estão fechados com a comissão. Precisamos da torcida. É o nosso 12º jogador. Temos que focar no que vamos fazer no campo. Só nós podemos mudar essa situação. Focar no campo, buscar as vitórias. O Brasileiro começou mal, mas temos um jogo importante domingo.
– Que o torcedor venha para apoiar e que possamos corresponder e buscar a vitória. Meus companheiros e comissão me dão suporte para não deixar o lado externo atrapalhar no campo. Estou com grandes jogadores. Eu tenho só a crescer com eles. Sabemos do peso e como é difícil manter uma sequência de vitórias. Temos que trabalhar firmes, focados e fechados.
Passagem no futebol mexicano
– Quando cheguei só tinha eu de brasileiro no elenco. O técnico era o Tuca Ferreti, que é mais mexicano que brasileiro. Infelizmente, com sete rodadas ele pediu demissão do clube. A alimentação também pecou muito porque sou um cara que não come muitas coisas. Era muita pimenta, essas coisas.., E também me usaram de camisa 10, não sabiam que eu era ponta.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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